Santa Teresa



           Um bairro dividido entre a classe média-alta e classe média. É conhecida pelas construções históricas e pelos bondes que circulam em suas ruas.

Faz limite com os bairros da Glória, Catete, Botafogo, Laranjeiras, Cosme Velho, Silvestre, Humaitá, Centro, Catumbi e Rio Comprido. Ele está localizado na Zona Sul em uma colina com raízes no bairro da Lapa (Rio de Janeiro).

Também há no bairro um polo gastronômico, principalmente ao redor do Largo dos Guimarães, área nobre do bairro. Santa Teresa vem se firmando como uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro e está se tornando conhecido como o Montmartre carioca, devido ao grande número de artistas que possuem ateliê e residem no local. Por causa desse alvoroço cultural, empresários estrangeiros estão investindo em Santa Teresa, adquirindo e reformando propriedades no bairro, como é o caso do Hotel Santa Teresa e do Castelo São Fernando. A valorização que vem ocorrendo no mercado imobiliário do bairro é fruto de um “frenesi” que toma conta dos cariocas, resultado da revitalização da região central da cidade. Atualmente, pertence à Subprefeitura da Tijuca e adjacências.

Novo bonde de Santa Teresa

Historia

O bairro de Santa Teresa surgiu a partir do convento de mesmo nome, no século XVIII. Ele foi inicialmente habitado pela classe alta da época, numa das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, no Centro da cidade. Surgiram, então, vários casarões e mansões inspirados na arquitetura francesa da época, muitos dos quais estão em pé até hoje.

Em 1872, surgiria o bonde que se tornou o símbolo do bairro, e que atualmente é a única linha em funcionamento na cidade, subindo a rua Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde era verde, mas passou a ser pintado de amarelo após reclamações de moradores que diziam que o bonde “sumia” em meio à vegetação do bairro. O bonde vai do bairro ao centro da cidade através dos Arcos da Lapa, um antigo aqueduto hoje desativado, desde 1896, quando fez sua primeira viagem.


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O bairro, é composto de várias ladeiras tortuosas, que ligam-no aos bairros vizinhos da Glória, Laranjeiras, Cosme Velho, Lapa, Bairro de Fátima, Catumbi e Rio Comprido. No alto há uma impressionante vista além dos acessos para o Parque Nacional da Tijuca e o Corcovado. O acesso é feito pelo bonde e por “linhas de ônibus”, isto além dos badalados jipes turísticos que são comumente vistos nas íngremes ruas do bairro.
Com o tempo, Santa Teresa perdeu seu status de bairro nobre, mas tornou-se ao longo dos anos um bairro de interesse cultural. As principais atrações são:

  • Bonde de Santa Teresa
  • Museu Chácara do Céu
  • Parque das Ruínas
  • Castelo Valentim
  • Convento de Santa Teresa
  • Ateliês – vários artistas moram no bairro e expõem suas obras
  • Restaurantes e bares
  • Igreja de Nossa Senhora das Neves
  • Museu do Bonde

 


Rocinha      

Largo do Curvelo

O bonde chega à Rua Almirante Alexandrino, a mais antiga do bairro. Nela se encontra a Casa Navio, inspirada no convés de uma embarcação, pura ousadia arquitetônica. E é dessa mesma rua que se tem a visão surpreendente do Castelo de Valentim, uma fortaleza erguida em estilo neo-romântico. Construído no final do século 19, foi residência do comendador Antônio Valentim, projetada por seu filho. Hoje o imóvel funciona como um prédio de apartamentos. Por ali, um mirante descortina uma bela paisagem da Baía de Guanabara.

Largo do Guimarães e Largo das Neves

O bonde entra no coração do bairro. Agora é só aproveitar e viver a boemia típica de Santa Teresa. No Largo do Guimarães se concentram os mais badalados restaurantes e bares, que oferecem cerveja gelada e ótimos aperitivos. Entre eles, Bar do Mineiro, Bar do Arnaudo (comida nordestina), Sobrenatural (frutos do mar) e Adega do Pimenta (alemão). Quando anoitece, o agito toma conta do lugar. Artistas e intelectuais passeiam por todos os lados, com muita gente bonita e música popular brasileira. Seguindo os trilhos do bonde chega-se ao Largo das Neves, onde se encontra um belo casario de 1850 e a Igreja de Nossa Senhora das Neves, de 1860, além de mais uma série de bares muito concorridos. O local é o ponto final da condução e por ali vale a pena degustar o caldo verde do Bar do Goyabeira, os sanduíches do Café das Neves ou os pastéis de camarão do Santa Saideira.

Parque das Ruínas

O Parque das Ruínas se torna um belíssimo mirante que deixa o Rio de Janeiro aos seus pés. De lá, tem-se uma visão extraordinária do centro da cidade e de toda a orla do Rio – desde o Aeroporto Santos Dumont até a Urca. Logo abaixo estão os Arcos da Lapa. Aberto ao público, o Parque foi o que restou do Palacete Murtinho Nobre, onde morou Laurinda Santos Lobo. A casa foi um dos pontos mais efervescentes da vida cultural carioca durante muitos anos, até a morte da anfitriã, em 1946. A Prefeitura fez renascer das ruínas a cultura que ali existiu. O parque abriga uma sala de exposições, auditório e cafeteria, garantindo conforto a shows musicais, happy hours e leitura de textos literários. Nas áreas ao ar livre se destacam concorridos shows e uma programação especial para as crianças nos finais de semana. Com três andares, a casa chama atenção também por sua arquitetura e estilo – tijolos aparentes combinados harmoniosamente com estruturas metálicas e de vidro.

Vivem em Santa Teresa muitos intelectuais, acadêmicos e artistas, atraídos pelas características históricas, culturais e pela qualidade de vida que o bairro proporciona. Em função desse perfil, trata-se de um bairro formador de opinião, com participação política, em movimentos populares ou mobilizações coletivas. Há também um grande número de ONG’s instaladas no bairro, que prestam serviços e dão apoio às comunidades localizadas no entorno do bairro.

O bairro possui uma das mais antigas associações de moradores do Rio de Janeiro. A AMAST – Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa foi proposta pela primeira vez em manifestação pública e através de abaixo-assinado, na praça Odilo Costa Neto, na então famosa Festa Junina de Santa Teresa, em junho de 1978. Seu registro de fundação é de 10 de julho de 1980.

A partir de manifestações organizadas, os moradores conseguiram a preservação do sistema de bondes histórico, através do tombamento e de cobranças constantes do poder público pela liberação de verbas para os bondinhos.
 A Empreza de Carris de Ferro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, entra ao serviço, ainda com carros puxados por mulas, em 25 de maio de 1875, numa linha ao longo da rua de Riachuelo.
Em 13 de março 1877 é criado o plano inclinado de Santa Teresa, entre Riachuelo e o largo dos Guimarães, em Santa Teresa, bem como o serviço de bondes no bairro. Estes são puxados por mulas e correm sobre carris (914 mm de bitola) implantados nas suas ruas empedradas, levando os passageiros tão longe como o Silvestre.

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Área Territorial (2003): 515,71 hectares
Total de população (2000): 41.145 habitantes
Total de domicílios (2000): 14.013
Santa Teresa faz parte e é sede da XXIII Região administrativa da cidade do Rio de Janeiro. Bairro integrante da região administrativa: Santa Teresa .

O bairro foi criado em 23 de julho de 1981.

 

 

Bairro de Santa Teresa

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