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É um bairro de classe média da cidade do
Rio de Janeiro, localizado ao norte da Praia do Flamengo. É
considerado o primeiro bairro da Zona Sul carioca, por fazer limite com o
Centro e a Lapa.
O bairro deve seu nome à Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, uma
das primeiras construídas na cidade no século XVIII, em torno da qual se
consolidou o povoamento da região. Nela fora batizado Afonso Henriques de
Lima Barreto, tendo a igreja papel de destaque na corte de Dom João VI, onde
provavelmente deve ter tocado José Maurício Nunes Garcia; atualmente são
batizados os descendentes - do ramo fluminense - de Dom Pedro II.
O Bairro da Glória perdeu boa parte do seu acesso ao mar com a construção do
Aterro do Flamengo.
Até os anos 1930 era considerado o (Paris) carioca, pois desde fins de 1880
abrigava hotéis que serviam de residência a deputados, senadores, em
exercício no Rio de janeiro, então capital federal. Boa parte de seus
modelos arquitêtonicos e urbanismo inspiraram-se em Paris, basta considerar
a Praça Paris, um verdadeiro jardim francês. Foi nesse bairro que Machado de
Assis entre outros artistas, músicos e personalidades criaram o famoso Clube
Beethoven, um seleto grupo que se reunia para ouvir as obras compositor
alemão.
Entre os anos 30 e 60 do século XX, os casarões em estilo eclético e boa
parte das vilas operárias vão dando lugar a prédios, que acabaram dando ao
bairro o aspecto que tem hoje. Com uma área territorial pequena, o bairro
possui o 16º melhor índice de IDH da cidade.
Contando com apenas uma favela, ao fim da rua Santo Amaro, na divisa com o
bairro do Catete, o bairro predominantemente residencial pode ser
considerado tranqüilo, com seus 10.098 moradores (dados de 2000) e com seu
comércio de restaurantes e bares. A Glória também abriga uma estação do
metrô carioca.
O bairro conta com importantes construções,
tais como:
Hotel Glória, Outeiro da Glória, Marina da Glória, Sede da Arquidiocese do
Rio de Janeiro, Edifício Manchete (projetado por Oscar Niemeyer), Memorial
Getúlio Vargas , Sede da Igreja Positivista do Brasil e muito mais.
Igreja Nª Sª da Glória do Outeiro
Desde 1670 existia no topo do Outeiro uma pequena ermida, construída por
Antônio Caminha, numa posição de destaque quando avistada pelos navegantes
ao chegar à baía, assinalando o perfil da cidade do Rio de Janeiro.
A pequena capelinha branca foi substituída por um templo, construído em
terreno doado por Cláudio Gurgel do Amaral e que levou muito tempo para ser
concluído, de 1714 a 1739, coincidindo com a fundação da Irmandade de N.S.
da Glória do Outeiro.
Além da beleza de localização e da devoção popular, a igreja da Glória teve
muita importância na monarquia no Brasil, desde a chegada de D. João VI, em
1808. Nela foi batizado Pedro, filho de D.Pedro I, que viria a ser também
imperador, assim como vários personagens da família real.
O templo, apesar da imponência arquitetural, transmite simplicidade e
singeleza quase austera. Possui a penas três altares e três imagens de
N.S.da Glória. Dois púlpitos laterais ganham relevo. Na entrada, há duas
pias em lioz português do século XVIII.
A planta, inovadora para a época, é constituída de dois prismas octogonais
entrelaçados, dando ao templo um aspecto quase arredondado e singular. Tem
uma só torre, embaixo da qual encontra-se uma espécie de alpendre, com uma
belíssima porta também de lioz.
Na sacristia, há diversos trabalhos em madeira além da pintura no teto; os
azulejos acompanham os corredores do fundo, com temas bíblicos, de alto
valor histórico e artístico.
Além do acesso pela ladeira da Glória , pode-se chegar à igreja
utilizando-se o plano inclinado, por onde sobe um elevador construído em
1945. Do alto da colina, tem-se uma bela vista do centro da cidade, praça
Paris, Marina da Glória e parque do Flamengo. E, logo atrás da igreja, fica
situado o Museu de Arte Sacra, aberto à visitação.
Olhar à noite a igreja de N.S. da Glória do Outeiro iluminada é como ver
flutuar uma relíquia da História. riotur
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