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É um bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro,
junto da praia e do parque de mesmo nome. Seus limites são os bairros de
Botafogo, Laranjeiras, Glória e Catete. Possui 53.268 habitantes, a
vizinhança é eminentemente residencial de classe média, com alguns
apartamentos de alto-luxo situados na avenida de frente para a orla (Praia
do Flamengo). O comércio e os serviços têm se mostrado muito fortes,
principalmente depois da chegada do metrô em 1979 à região, consolidando o
Largo do Machado e seu entorno como um dos subcentros do Rio. Segundo os
moradores, uma de suas qualidades é a relativa segurança com que se pode
andar à noite pelas ruas. No entanto, o bairro mantém uma relação
contraditória com a favela do Morro Azul que sofre com a exclusão social do
contexto em que se encontra. Alguns dos pontos notáveis do bairro são: Oi
Futuro, Arte Sesc, Castelinho do Flamengo, Museu da República e o Parque do
Flamengo.
Aterro do Flamengo à época dos Jogos Pan-americanos de 2007.O nome Flamengo
é uma homenagem ao navegador flamengo, na verdade holandês, Olivier van
Noort, conhecido como Le Blond, que a bordo do seu navio chamado Urca esteve
no Rio de Janeiro no século XVII. Daí a origem de três nomes de bairros
conhecidos na Zona Sul do Rio de Janeiro. Além dessa, há outras origens
possíveis para o nome flamengo, às quais o historiador Brasil Gerson faz
alusão em sua obra História das ruas do Rio.
Uma delas se refere à época das invasões holandesas ao Brasil. O nome teria
origem na denominação dos prisioneiros também conhecidos por flamengos, que
moraram na região durante o Seiscentismo (anos que abrangem o período de
1600 a 1699), trazidos de Pernambuco e transferidos para a região.
Uma segunda, está relacionada a presença de muitos flamingos trazidos para o
Brasil das regiões banhadas pelo Mediterrâneo. Haveriam tantos que um
oficial alemão dos batalhões estrangeiros do Primeiro Reinado, C.
Schlichthurst, escreveu em seu livro de memórias O Rio de Janeiro como é:
"... e passam voando os flamingos com o esplendor de suas cores brilhantes e
borboletas variegadas de tamanho nunca visto...".
O bairro serviu como berço para o Clube de Regatas do Flamengo, na altura do
número 66 da Praia do Flamengo.
No entanto, antes do atual nome, o bairro recebeu ainda outras denominações.
Flamengo, Largo do Machado e Catete são as estações da linha 1 do Metrô Rio
que dão acesso ao bairro. Suas principais ruas são a Rua Senador Vergueiro e
a Rua Marquês de Abrantes, além das vias expressas do Aterro do Flamengo,
que ligam a Zona Sul ao Centro da cidade.
História
As origens do bairro do Flamengo remontam ao período da
descoberta da Baía de Guanabara. Já em fins de 1503 ou início de 1504, o
navegador Gonçalo Coelho abastecia de água a sua expedição na foz do rio
Carioca, que desaguava na atual Praia do Flamengo.
Quando os portugueses por aqui chegaram já habitavam o lugar os índios
Tamoios, do grupo Tupinambá. Eles ocupavam praticamente toda a orla da baía
de Guanabara. Em função disso muitos dos nomes adotados para a região
derivam da língua dos índios. O nome Guanabara, por exemplo, queria dizer
rio de curvas ou seio de mar (LESSA, 2001, p. 57). A bem da verdade
histórica esses índios, que ocupavam a região, foram expulsos, aculturados
ou dizimados do local.
Embora os portugueses chamassem o lugar como Aguada dos Marinheiros, os
Tamoios influenciaram na mudança do nome para rio Carioca em função de uma
feitoria construída no local. Carioca, na língua dos Tamoios, quer dizer
casa de branco (cari - branco; oca - casa) (LESSA, 2001, p. 57). Mais tarde
o lugar também chegou a ser chamado de Sapocaitoba, que no linguajar dos
índios significa "lugar onde se brada", e que era por eles usados pelos
portugueses para chamar de longe a fortaleza de São João, na Urca.
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