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É um bairro da zona sul da cidade do Rio de
Janeiro, situado no sopé do morro do Corcovado e do morro de Dona Marta,
ocupando a parte mais alta do vale do Rio Carioca. Antes conhecido como
"Águas Férreas" tem como rua principal, a Rua Cosme Velho, que é a
continuação da Rua das Laranjeiras. Na verdade, esses dois bairros poderiam
ser um só, pois não existe nenhum acidente geográfico entre eles e suas
histórias são estreitamente ligadas. A população do bairro é de classe média
e média alta.
O Cosme Velho ainda guarda o charme dos Bairros marcados pelo passado, foi
(ou ainda é) endereço de artistas,empresários, escritores e compositores
como: Roberto Marinho,Machado de Assis, Manuel Bandeira, Euclides da Cunha,
Austregésilo de Athayde, Alceu Amoroso Lima, Cecília Meireles, Jorge Mautner
e muitos outros.
História
O Bairro do Cosme Velho, se desenvolveu às margens do Rio Carioca, desde
1567, quando as terras da região foram doadas em sesmaria aos membros da
família de Cristóvão Monteiro, que abriram roças, edificaram casas e até um
moinho de vento para beneficiamento dos cereais colhidos em suas plantações.
No século XVII teve início a captação das águas do Rio para abastecimento da
cidade e no século XX, o Rio foi coberto, restando dele alguns trechos a céu
aberto, como podemos ver no Largo do Boticário. A importância do Rio Carioca
foi fundamental, como fonte abastecedora de água potável para o Rio de
Janeiro.
No tempo do Brasil Império, havia escravos "agueiros", cuja função era levar
água proveniente do Carioca em barris para uso de seus senhores. As águas
então límpidas do rio eram recolhidas em ponto alto do vale, na região
conhecida como Águas Férreas.
Posteriormente foi construído um aqueduto com a finalidade de levar a água
até a Lapa, no centro, cuja memória é preservada através dos Arcos da Lapa.
A nascente do rio se encontra na região do Silvestre e suas águas eram
captadas na "Mãe d´Água", para abastecer o aqueduto do Silvestre. Essa
região, com temperaturas amenas, era uma das preferidas pelos cariocas do
século XIX.
A região das Águas Férreas, que engloba o atual bairro do Cosme Velho, ainda
era conhecida por esse nome na primeira metade do século XX. Os bondes e
ônibus tinham esse destino. Atualmente o nome Águas Férreas é apenas uma
lembrança, já que o nome do bairro foi totalmente incorporado ao
conhecimento da população.
O bairro recebeu este nome, Cosme Velho, em homenagem ao comerciante
português Cosme Velho Pereira que, no século XVI, habitava a parte mais alta
do vale do Carioca.
Pontos Turisticos
O bairro tem nítida vocação turística por sua antiguidade e tradição,
contando ainda com muitos imóveis do tempo do império.
É no Cosme Velho que se situa a Estação de Ferro do Corcovado, da qual parte
o trem do Corcovado, que leva turistas até o pico do Corcovado, onde está a
estátua do Cristo Redentor, símbolo máximo da cidade e uma das Sete Novas
Maravilhas do Mundo. O bairro faz limite com os bairros de Santa Teresa,
Laranjeiras, Botafogo e Alto da Boa Vista.
O Largo do Boticário, é composto de sete casas de estilo neocolonial da
década de 1920. As casas foram construídas com material utilizado em
construções do centro da cidade, que foram demolidas. Na entrada do Largo,
há duas casas da primeira metade do século XIX.
A "Bica da Rainha" uma pequena fonte que recebeu este nome devido a Dona
Maria "A Louca" , mãe de Dom João VI, procurava recuperar sua sanidade com a
ajuda das águas do local.
O mais ilustre morador do Cosme Velho foi o escritor Machado de Assis. Não
se encontra mais sua casa, que foi demolida para a construção de um edifício
residencial, veja Bruxo do Cosme Velho.
Além dele também habitaram o bairro, Manuel Bandeira, Euclides da Cunha,
Austregésilo de Athayde, Alceu Amoroso Lima, Cecília Meireles e vários
outros escritores e figuras históricas.
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