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A região de Campo Grande constitui-se de terras planas cercadas por montanhas a leste e pela bacia do rio guandu a oeste.
O bairro, que faz parte da Zona Oeste, ainda mantém resquícios de zona rural.
Inicialmente foi área de engenhos de açucar, entretanto a pequena criação animal e as roças de verduras e frutas para o consumo local e o abastecimento da cidade, caracterizaram a economia da área por muito tempo, chegando ao final do século XIX com um grande número de chácaras e sítios arrendados a pequenos lavradores.
No nício do século XX ocorre o surto de cultivo da laranja nele integrando-se a região de Campo Grande. Após a Segunda Guerra, multiplicaram-se as lavouras de hortaliças e culturas frutíferas, característica que marcaram a região até recentemente.
A partir da década de 1950, com a abertura da Avenida Brasil, a região passa a integrar-se à malha urbana com a proliferação de loteamentos, situação esta que se estende aos dias atuais, em que Campo Grande se destaca pelo crescente processo de industrialização.
A partir da década de 1960, surgiram os distritos
industriais em Campo Grande e Santa Cruz, resultando na instalação de
grandes empresas, como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, Casa da Moeda, a
Michelin e a Vale-Sul, entre outras.
Historicamente, Campo Grande notabilizou-se por ter se desenvolvido de forma
independente do resto da Cidade. É a Região mais populosa e com maior
potencial de crescimento por diversas razões: situada nos limites do
Município, foi favorecida desde os primórdios do nascimento do Rio de
Janeiro por estradas que atravessaram sua planície; outros pontos positivos
são os seus abundantes mananciais de água, as belas praias, a fertilidade de
suas terras e, principalmente, a chegada de pessoas com vocação
empreendedora. Iniciada com os jesuítas, essa vocação continuou com as
culturas de café, de legumes e verduras, de laranjas, até à avicultura.
Hoje, a Região apresenta grande potencial para o desenvolvimento de pólos de
gastronomia e de turismo ecológico.
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